Amor além dos poemas de amor
(XX - o poeta está cansado)

o poeta está cansado.
desiludido
rima adjetivos
sem saber rimá-los.

o poeta
não vê graça.
não há nada que traga
o tempo em que era
ao menos um ínfimo
destino
de poeta.

o poeta bem que tenta
mas nada rebenta 
nas brenhas do poema.



Cristiano Siqueira


(Foto de Geraldo de Barros)

3 comentários:

Filipe disse...

Cristiba,

gostei muito do poema, mas tenho fé (queiro que seja) apenas uma fase (espero passageira) da vida do poeta.

Escrevi algo parecido em 5-6 de maio de 1995:

"o fumo se esvai
a bebida se esquenta
e o que o poeta tinha
não mais o sustenta
Pois não suporta mais
A saída que não sai".

Espero que o seu entusiasmo volte logo.


Com um forte abraço,
do seu amigo de infância,
Filipe.

Flávia Braun disse...

Poeta querido:
Não deixa calar a poesia linda e vasta que tens dentro de ti.
Momentos de secura existem, mas almas que levitam nos versos, como a tua, são raras...
Que o poeta volte renovado

um beijo

Mauro Henrique disse...

Poeta, meu poeta camarada, poeta da pesada, do pagode e do perdão! perdoá essa música improvisada... Meu caro poeta essa sua poesia me fez lembra o grande poeta Vinicius de Morais. Eu até ouvi essa música. Poesia e poeta,poeta e poesia, a verdadeira aliança. O poeta sofre, o poeta é uma poesia por si só. Parabéns pelo seu blog e pelas belas poesias Grande poeta.